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segunda-feira, 21 de março de 2016

Sandra é como qualquer outra mãe espanhola. Esperando seu terceiro filhoela está em casa com suas crianças fazendo o que todos nós fazemos: trocando fraldaslimpando o nariz, brincando com eles oucomo muitas outras mães afetuosas fazembeijando-os nos lábios. Porém, ela nunca imaginou o que isso acarretaria para o feto que ela carregava em seu ventre.
discapzine
Sandra trabalhou até o último dia de sua gravidez. No hospital, tudo correu comoesperado. Não houve complicações e Gonzalo parecia normal. Mamou e parecia inocentecomo qualquer outra criança. No entanto, dois dias depois, quando eles estavam prestes adeixar o hospital, os médicos disseram a Sandra que era necessário fazer alguns testesextras.
 
Eles então descobriram que o menino tinha microcefalia. Nesta condição neurológica, o tamanho da cabeça e/ou seu perímetro cefálico occipito-frontal é menor do que o da média, tendo em conta a idade e o sexo. Além disso, Gonzalo também apresentava petéquias no rosto (pequenos pontos vermelhos no corpo, causados por uma pequena hemorragia dos vasos sanguíneos).
Asociación Campeones
Sandra ficou sem palavras quando ouviu o diagnóstico finalGonzalo sofria de paralisiacerebral. Os médicos não sabem exatamente porque isto aconteceu com o bebê, mas suspeitam que, durante a gravidez, a mãe tenha sido infectada com um vírus chamadocitomegalovírus (da mesma família do vírus da herpes). Sandra ficou inconsolável quando os médicos lhe disseram que seu filho poderia nunca ser capaz de reconhecê-la, de comer sozinho ou falar.
Mas após três dias de choro, ela decidiu lutar por seu menino. Um pediatra do Hospital La Paz, em Madrid, lhe disse: "Seu filho irá tão longe quanto você quiser". E foi isso. Hoje,Gonzalo é uma criança que não só reconhece seus pais, como também ri e é feliz. Sandrafica exultante com cada progresso do filhoEle agora consegue levantar seu braço e isso, para ela, é maravilhoso.
Asociación Campeones
Sandra quer alertar outras mães para este perigo. "Eu não sei se eu poderia ter evitado infectar Gonzalo com a doença, mas não posso mudar isso agora. Mas eu gostaria de ajudar a evitar que isso aconteça com outras pessoas", conta.
Metade das mulheres grávidas já tiveram contato com este vírus antes da gestação e, por isso, os riscos de ser infectada novamente são mínimos. O problema é quando as mulheres o contraem, pela primeira vez, durante a gravidez. "Você pode saber se tem o vírus por meio de um teste simples, que atualmente não é obrigatório na Espanha, mas gostaria de sugerir que ele fosse", acrescenta Sandra.
Este vírus (que na Espanha é conhecido como o "vírus do irmão mais velho") pode ser transmitido através do contato com outras crianças. Portanto, se você estiver grávida, é importante lavar as mãos depois de trocar fraldas, encostar nos brinquedos, ou limpar o nariz de seus filhos mais velhos. É importante não beijar as crianças nos lábios e não compartilhar alimentos, copos, xícaras, garfos ou outros utensílios com os pequenos ou com pessoas que possam estar infectadas com o vírus.
 
Algumas pessoas disseram a Sandra: "isso só acontece com as famílias especiais". Sandra não quer ser especialela só quer uma família normal. Porém, mesmo assim, a espanhola afirma: "Sou muito sortuda por ter o GonzalinhoEle é a estrela das nossas vidas". O bebê é também a estrela da "Asociación Campeones", uma organização que recolhe doações para ajudar crianças com paralisia cerebral.
Asociación Campeones
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